Para isso, a EMBRATEL encomendou em 1982 dois satélites - BRASILSAT A1 e A2 - e
equipamentos para montar o Centro de Controle do Segmento Espacial (CCSE) que dá suporte
e torna operacionais os satélites do sistema.
Foi implantado também, a partir daquele ano, o Segmento Terrestre, através da
adaptação das estações terrenas operando com o INTELSAT,
para operar com o BRASILSAT, e da contratação de novas Estações Terrenas de
Comunicações, associadas aos satélites do sistema, e do Centro de Operações e
Controle de Comunicações (COCC).
Tanto o CCSE como o COCC foram implantados na Estação Terrena de Guaratiba, no Rio de
Janeiro.
Apesar de serem projetados para ter uma vida útil de 8 anos, os satélites BRASILSAT A1 e
A2 tiveram suas vidas estendidas, graças a uma operação impecável por parte da
EMBRATEL, desde a sua colocação em órbita, em fevereiro de 1985 e em março de 1986,
respectivamente.
Assim é que atualmente o satélite BRASILSAT A1 ainda presta serviços a uma empresa
americana, sob o regime de 'lease', enquanto o BRASILSAT A2 serve à própria EMBRATEL.
Para economizar o combustível restante, ambos os satélites operam numa condição
especial denominada 'Órbita Inclinada' (maiores detalhes em Mecânica Celeste).
2º Geração de Satélites:
Em 1990 a EMBRATEL contratou o fornecimento e o lançamento dos dois satélites de
comunicações, denominados BRASILSAT B1 e B2, que representam a segunda geração do
SBTS, e dos equipamentos adicionais para as estações de controle. Estes satélites foram
lançados em agosto de 1994 e em março de 1995, respectivamente.
Para atender à demanda sempre crescente, principalmente no que diz respeito aos sinais de
vídeo, a EMBRATEL contratou, em dezembro de 1995, o fornecimento e lançamento de mais um
satélite para a segunda geração. Este satélite, denominado BRASILSAT B3, foi lançado
com sucesso em 04/02/98 e teve seus testes de aceitação em órbita concluídos
satisfatoriamente em 28/02/98.
Os novos satélites BRASILSAT B1, B2 e B3 têm dado continuidade, de forma ampliada, à
cobertura nacional de todos os serviços iniciados através dos satélites BRASILSAT A1 e
A2. Além disso, o SBTS passou a ter condições de atender países do Mercosul, graças a
maior abrangência de cobertura do satélite BRASILSAT B2.
O SBTS Hoje:
Hoje o SBTS voltou a contar com capacidade do INTELSAT para uso doméstico de modo a
ampliar a oferta de transponders no mercado, especialmente na chamada Banda Ku (12 a 14
GHz). Adicionalmente, a EMBRATEL agregou ao SBTS capacidade em Banda Ku oferecida pelo
satélite NAHUEL, como parte de um convênio com a empresa Nahuelsat da Argentina.
Hoje, portanto, o SBTS conta com seis satélites: BRASILSAT A2, B1, B2 e B3 (controlados
pela EMBRATEL), INTELSAT IS-709 e NAHUEL 1. O satélite BRASILSAT A1, alugado a uma
empresa americana, não faz mais parte do SBTS.