Em comunicado oficial, a companhia afirma que a proposta
de aquisição foi desaprovada por unanimidade pela direção
A PeopleSoft liberou hoje (12/06) um comunicado informando que o conselho diretor rejeitou a oferta não solicitada
realizada pela Oracle de adquirir a companhia por US$ 16 a ação,
na última sexta-feira, dia 06/06. Por unanimidade, o comitê recomenda aos acionistas que rejeitem a oferta
da Oracle, citando a possibilidade de ser processada por antitruste e
apresentando preocupações sobre o futuro da empresa.
O conselho concluiu que a aceitação inicial da oferta
poderia ter desencadeado um longo processo antitruste, o que na prática iria
possivelmente levar à não aprovação futura da fusão. E acrescenta, que os planos
da Oracle de cessar a venda dos produtos PeopleSoft iriam afetar
"substancialmente no valor das ações", informa a companhia.
Ainda segundo o comunicado, Craig Conway, presidente e CEO da PeopleSoft,
afirma textualmente que a companhia acredita que a proposta da Oracle iria
asfixiar a competição de mercado e limitar a escolha do usuário. A PeopleSoft,
acrescenta Conway, está firmemente focada em prover aos seus clientes produtos e
serviços superiores, e não irá deixar as táticas da Oracle interferir em seus negócios.
Principais executivos para região e Brasil comentam os
impactos da aquisição da companhia pela PeopleSoft
Rachel Rubin
O anúncio de fusão entre a PeopleSoft e a J.D. Edwards
aconteceu segunda-feira passada (02/06), mas, logo no dia seguinte, os altos
executivos das companhias já se reuniam nos Estados Unidos para tratar de
assuntos referentes à integração de processos e até aos rearranjos nas equipes,
conta o CEO da J.D. Edwards, Bob Dutkowsky, durante o Quest 2003 - congresso
internacional de usuários que acontece em Denver, Colorado. Porém, em regiões,
como a América Latina, ainda não houve encontros para estabelecer os detalhes
desta sinergia. "A ordem é continuar competindo com a PeopleSoft, navegando por
lugares conhecidos, até que os detalhes do negócio estejam melhor definidos",
conta Emilio Marino, vice-presidente de operações da J.D. Edwards para a América Latina.
O evento, que acontece nesta semana, está sendo
considerado uma ótima oportunidade para esclarecer as dúvidas dos clientes,
tanto aquelas relacionadas à polêmica envolvendo a intenção da Oracle em
adquirir a PeopleSoft quanto às sobre soluções e novidades da companhia em
termos de produtos. Mas os executivos reconhecem que há indefinições. "Não
sabemos o impacto que o negócio com a PeopleSoft terá sobre a América Latina.
Também ainda não sabemos se essa situação já vem afetando as vendas", diz Marino.
Toda essa situação pode atrasar o fechamento de novos contratos. Mas também
acelerar. "Mesmo em meio a esse contexto, conseguimos fechar, há poucos dias, um
contrato importante com um cliente. Garantimos que vamos acompanhar as
implementações independentemente do que acontecer - medida que tomamos sempre,
com todos os clientes", conta Raphael Galiano, country manager da J.D. Edwards
no Brasil. E garante: "eles (os clientes) devem saber que seus investimentos
estão protegidos. As mudanças não terão impacto negativo sobre os produtos". A
J.D. Edwards soma 500 clientes na região, sendo que 40% deles estão no Brasil.
Consultores do Gartner avaliam que anúncio de intenção de
compra abala credibilidade da fornecedora independente
Carlos Eduardo Valim
Mesmo que a Oracle não consiga fechar a aquisição da
PeopleSoft, ela já prejudicou a empresa, ao colocar em dúvida sua capacidade
como fornecedora independente. Essa foi a análise da vice-presidente mundial e
diretora da área de pesquisas do Gartner, Betsy Burton. A companhia expôs sua
visão sobre a oferta de aquisição da Oracle nesta tarde, durante teleconferência global.
Burton avaliou a ação da Oracle como um movimento
defensivo para assegurar sua sobrevivência no mercado de aplicativos
corporativos. O movimento também já teria colocado sob sério risco a
encorporação da J.D. Edwards pela PeopleSoft, anunciada dias antes. “A
capacidade da Peoplesoft completar a aquisição depende da crença dos
investidores no negócio, e a Oracle a abalou”, afirmou.
Segundo o analista do Gartner, Robert DeSisto, em termos do mercado de CRM, a
Oracle se beneficiaria muito pouco com a compra da PeopleSoft. “Eles teriam 8,5%
de market share. Muito menos que Siebel e SAP”, diz. E, para ele, os
competidores ganhariam mais nesta arena, já que os cliente do CRM da PeopleSoft
tenderiam a adotar suas soluções, ao invés de soluções da Oracle.
Previsões de longo prazo são otimistas e apontam que o
segmento deve movimentar US$ 4,7 bilhões em 2006
Um recente estudo do instituto Infonetics Research sobre
o mercado de VPN e firewall mostra que, após apresentar retração nos primeiros
três meses do ano, o segmento deve voltar a crescer no segundo trimestre. A
expectativa do instituto é que o setor movimente US$ 3 bilhões em todo o ano de 2003, no mundo.
Nos primeiros três meses deste ano, os equipamentos
para VPN e firewall movimentaram US$ 700 milhões, o que significa redução de 4%
em relação aos números do quarto trimestre do ano passado. O segmento de VPN,
especificamente, gerou receita de US$ 22 milhões.
As previsões de longo prazo são otimistas para o setor. Na opinião do
Infonetics, em 2006, o total movimentado pelos produtos para VPN e firewall será
de US$ 4,7 bilhões. "Retração sazonal, instabilidade geopolítica mundial e a
SARS (síndrome respiratória aguda grave) afetaram o setor no primeiro trimestre.
No entanto, o crescimento deve voltar, já que não houve mudança nas razões
fundamentais para demanda por esses equipamentos", afirma Jeff Wilson, diretor do instituto.
SÃO PAULO - Depois de a PeopleSoft comprar a J.D. Edwards, agora é
a vez da Oracle fazer sua oferta. A empresa anunciou que tem cerca de 5,1
bilhões de dólares em caixa para comprar as ações da PeopleSoft.
A empresa de Larry Ellison quer oferecer 16 dólares por cada ação da
PeopleSoft, um valor cerca de 6% maior do que o de mercado. E a Oracle já avisou
que se a transação for finalizada vai "rever" a posição sobre a compra da J.D. Edwards.
A resposta da PeopleSoft não demorou em aparecer. Num comunicado oficial, o
presidente e CEO da empresa, Craig Conway, definiu a proposta da Oracle como "má
conduta de uma empresa com um histórico de condutas atrozes. É óbvio que esta é
uma tentativa clara de atrapalhar a aquisição da J.D. Edwards", disse. O
comunicado aconselha ainda que os acionistas não tomem nenhuma decisão precipitada.
SÃO PAULO – As pessoas simplesmente perdem a cabeça quando o
correio eletrônico não funciona no trabalho.
Uma pesquisa da consultoria Dynamic Markets diz que gerentes de TI, por
exemplo, ficam estressados a ponto de acreditar que vão perder o emprego. Uma
semana sem e-mail causa mais abalos emocionais no profissional do que casar, descasar ou mudar de casa.
Os dados apontam ainda que, depois de cinco minutos privados do e-mail, o
profissional começa a ficar bravo. Meia hora incomunicável? Pode sair chutando
cadeiras. E a revolta é progressiva: quando mais tempo sem e-mail, pior.
O estudo tem como base os hábitos de funcionários de empresas americanas e
européias. Diz que 75% das companhias assumem o e-mail como ferramenta
estratégica de trabalho, e que praticamente 100% dos funcionários são totalmente
"dependentes" do serviço.
Ainda de acordo com a pesquisa, os gerentes de TI britânicos demoram um pouco
mais para ficar estressados, quando comparados aos americanos. Mas, no geral,
todos ficam com medo de perder o emprego se o sistema sai do ar por muitas horas.
O estudo foi encomendado pela Veritas, fabricante de software de armazenamento e proteção de dados.
SÃO PAULO - A holandesa Baan foi comprada por um grupo americano
de investidores, em um negócio de 135 milhões de dólares.
Especializada no desenvolvimento de softwares de gestão, há três anos a Baan
estava nas mãos da Invensys PLC. Foi vendida para a Cerberus Capital Management
LP e General Atlantic Partners.
Foi anunciada também, para o mês que vem, a fusão com a SSA Global
Technologies Inc., que atua exatamente na mesma área. Com a união, a receita das
duas será de 600 milhões de dólares.
A subsidiária brasileira da Baan confirma as informações publicadas no
noticiário internacional, mas ainda não se pronunciou oficialmente. Sabe-se que
a companhia vai apresentar até o final do ano o Gemini, uma versão atualizada de seu ERP.
A fusão das companhias deve gerar a segunda maior
fornecedora de softwares corporativos do mundo
Por US$ 1,7 bilhão em ações, a PeopleSoft anuncia nesta
segunda-feira que comprou a J.D. Edwards, criando a segunda maior empresa
fornecedora de softwares de negócios do mundo. Com a transação, a Peoplesoft,
que é conhecida pelas soluções relacionadas a recursos humanos, poderá estender
a atuação em outros setores corporativos, como manufatura e distribuição, atendidos pelos softwares da J.D. Edwards.
Em comunicado à imprensa, o CEO (chief executive
officer) da J.D. Edwards, Bob Dutkowsky, afirma estar seguro de que a
experiência das companhias será capaz de suprir todo o mercado de software de
uma maneira que nenhuma fornecedora foi capaz de fazer. Os acionistas receberão
US$ 0,86 por ação da Peoplesoft, o que representa US$ 14,10 de cada ação da JD
Edwards - 19% a mais sobre o preço de cada ação da J.D. Edwards fechada na Nasdaq na última sexta-feira.
Os detalhes do acordo, que deve ser fechado no terceiro ou quarto trimestre
do ano, prevê que a J.D. Edwards se torne uma subsidiária da PeopleSoft, sendo
que os acionistas da companhia adquirida serão prorietários de 25% da nova
empresa. A fusão dá origem a uma companhia com receita anual de US$ 2,8 bilhões,
13 mil funcionários e mais de 11 mil clientes em 150 países, cujos principais rivais serão a SAP e Oracle.
No Brasil, a diretora de marketing da subsidiária local, Isabel Pinto, conta
que não tem muito a complementar à mensagem da corporação, apenas que até a
aprovação legal - o que deve demorar três meses - as empresa continuam atuando
separadamente. "Ficamos muito contentes com o acordo, pois a J.D. Edwards irá
agregar ainda mais valor para a PeopleSoft, pois tem importante presença no
middle market, e nas indústrias de consumo e manufatura", complementa a diretora.
No ano passado, a PeopleSoft viu o valor de suas ações recuar mais de 50%,
enquanto as vendas caíram 8%. Já a J.D. Edwards registrou um primeiro trimestre de resultados decepcionantes.
SÃO PAULO - Um estudo do Gartner sobre o uso de banco de dados
relacionais mostrou que o DB2, da IBM, ficou com a maior fatia das licenças
vendidas em 2002, com 36.2%.
A pesquisa contemplou as plataformas Windows, Unix e mainframe, entre outras
-- por exemplo, a iSeries da IBM. Um dos fatores que mais contaram pontos na
liderança da Big Blue foi o uso do DB2 na linha de mainframes. Segundo o
Gartner, as licenças do banco de dados vendidas pela IBM no ano passado
totalizaram 2,4 bilhões de dólares.
A segunda posição do ranking ficou com a Oracle, com 33,8% do mercado e
vendas de 2,25 bilhões de dólares. Já a Microsoft levou 18% do market share e
faturou 1,2 bilhões de dólares.
Entretanto, quando se leva em conta apenas o mercado de servidores Unix e
Windows, o Oracle 9i levou vantagem, com 42,5% das vendas. Em segundo lugar,
ficou a IBM, com 24,2%, seguida pelo SQL Server da Micorosoft, com 22,8%.
A aliança entre a Sun e a Oracle foi fortalecida ainda mais, com
uma nova iniciativa para dar suporte aos produtos da Oracle rodando em
plataformas Sun. A novidade é que também será oferecido suporte ao banco de dados rodando em Linux.
O anúncio dos novos serviços é parte de uma campanha de promoção das duas
empresas, focalizada em ressaltar a robustez de seus produtos em conjunto. Como
parte da estratégia, há uma classe de suporte e produtos para servidores de baixo custo e com boa performance.
Mais detalhes sobre a nova parceria podem ser encontrados no site da
Sun Microsystems
SÃO PAULO - O protocolo Ethernet está completando 30 anos. A
tecnologia, criada por Bob Metcalfe, em 1973, tornou-se tão popular que hoje é
praticamente sinônimo de rede local.
Em 1973, Metcalfe - que se tornaria fundador da 3Com - era pesquisador da
Xerox e procurava uma forma de trocar mensagens e arquivos entre computadores
próximos de forma rápida e barata.
Inicialmente a rede experimental foi chamada de Alto Aloha Network, porque
conectava as estações de trabalho da Xerox, em Palo Alto, na Califórnia a uma
velocidade de 2,94 Mbps. Depois, o próprio Metcalfe decidiu mudar para deixar
claro para todos que a solução não funcionava somente com as máquinas da Xerox.
A palavra Ethernet foi a escolhida, em referência ao éter luminescente. Eles
diziam que a rede transmitia os dados com a mesma rapidez que essa substância
propagava ondas eletromagnéticas pelo espaço.
Outra descoberta que completa três décadas este ano é o protocolo TCP/IP
(Trasmission Control Protocol/Internet Protocol). O protocolo surgiu depois que
a ARPANET, uma rede de comunicação entre universidades, começou a se tornar
popular e necessitava de um meio mais eficiente de troca de dados. O TCP/IP
substituiu o NCP (Network Control Protocol) e hoje é padrão de comunicação via internet.
SÃO PAULO – Nada menos de 76% das empresas brasileiras já sofreram
algum tipo de fraude. A conclusão foi da pesquisa A Fraude no Brasil, realizada pela consultoria KPMG.
Segundo ela, 48% das fraudes em empresas foram causadas por funcionários das
próprias companhias; 52%, por fontes externas, dentre elas prestadores de
serviços (21%), clientes (17%) e fornecedores (10%).
As maiores perdas vieram da falsificação de cheques ou documentos, roubo de
ativos e contas de despesas. As companhias afirmaram que 73% das fraudes foram
inferiores a 1 milhão de real, mas em 46% dos casos, o valor não foi recuperado.
Comércio eletrônico
Entre as empresas que participaram da pesquisa, 56% delas atuam em Business
to Business, 14%, no Business to Consumer e 30% delas em ambas as áreas.
Dessas companhias, apenas 9% reportaram ter sofrido algum tipo de fraude
online. A infecção de vírus, a desconfiguração do site e a queda dos sistemas
foram os problemas reportados nesse percentual.
As companhias vêem na falha de implementação de uma política de segurança a
maior ameaça em transações eletrônicas (57%). Os hackers foram eleitos o segundo
maior risco do meio eletrônico (56%), seguidos pelos administradores de sistemas
(21%) e pelos funcionários da companhia (20%).
Apesar dessa preocupação com segurança, a KPMG verificou que 46% das
companhias não têm procedimentos estabelecidos para tratar problemas com segurança.
A KPMG realizou a “Fraude no Brasil” com as 1000 maiores companhias
nacionais. Desse montante, 20% delas participaram de todas as fases da pesquisa.