Os protocolos e produtos X.25 em que se baseiam as redes públicas de dados já foram amplamente testados, sendo estáveis e seguros. Por isso interessante registrar o grande interesse despertado por uma tecnologia alternativa denominada frame relay. De proposição teórica, em 1988, o frame relay se transformou num padrão ANSI e CCITT; em constante evolução, que ameaça a supremacia do X.25.
O protocolo X.25 é um projeto conservador que numera, confirma e supervisiona todos os pacotes, chegando a pedir aos pontos de comutação da rede que retransmitam os pacotes que "morrem" pelo caminho. Esse projeto conservador protege os dados, mas também exige o comprometimento de recursos caros de computação e comunicação para cuidar de tantos detalhes.
O conceito do protocolo frame relay se baseia na constatação de que os sistemas de transmissão modernos são confiáveis e têm pouco ruído, e que a redução do overhead (código extra que tem que ser armazenado para organizar o programa) de proteção propiciaria um throughput (taxa de rendimento) melhor a um custo mais baixo sem comprometer desnecessariamente os dados.
O conceito de frame relay retira parte das responsabilidades dos pontos de comutação da rede, deixando-as a cargo dos terminais em cada ponta. Se houver algum problema com um
pacote por exemplo, se um bit se perder, ou se um nó estiver tão congestionado a ponto de receber mais pacotes do que consegue processar a rede frame relay se limitará a
descartar os dados, esperando que o terminal tome as providências adequadas. Em geral, será preciso retransmitir os dados que não conseguirem chegar ao destino. Os protocolos
de redes locais como o SPX/IPX da Novell costumam ter suas próprias rotinas de controle de erros, que seriam redundantes com o controle de erros do X.25 e, assim, se encaixam
perfeitamente com a arquitetura do frame relay. Por outro lado, esse esquema de recuperação tem a desvantagem de aumentar o tráfego na rede. Se os pacotes do frame relay forem descartados devido aos congestionamentos, a retransmissão dos dados só fará agravar o problema. Portanto, mesmo que os terminais possam recuperar os blocos descartados, continua sendo importante minimiza perdas dos pacotes.
Popularidade do Frame Relay:
A evolução incrivelmente rápida do padrão frame relay demonstra a necessidade de um
protocolo econômico. Em 1988, o CCI1T aprovou a recomendação I.122-Framework for
Additional Packet Mode Bearer Services-como parte de um conjunto de especificações
relacionadas com a ISDN. A arquitetura do frame relay obedece ao Link Access Protocol-D
Channel (LAP-D), que é um padrão de sinalização desenvolvido para o ISDN.
As redes públicas de dados e as empresas que produzem equipamentos de terminação e
dispositivos como pontes e roteadores têm se mostrado muito animadas com o frame relay. A
FRAME-NET da CompuServe, um serviço lançado em 1992 baseado no frame relay, suplementa a
rede atual de comutação de pacotes da CompuServe baseada no X.25. Os GE Information
Services sempre se dedicaram mais as soluções "personalizadas", e se encontram
bem posicionados para fornecer serviços de frame relay aos usuários finais. O frame
relay complementará o serviço X.25 atual da SprintNet, e estará voltado para a
comunicação entre redes locais.
Particularidade do Frame Relay:
· Uma tecnologia de comutação;
· Um serviço de comunicação de dados de alta velocidade;
· Frame relay elimina distâncias geográficas nos fluxos de informação;
O serviço frame relay proporciona uma resposta eficiente as necessidades de comunicação
derivada da generalização e interconexão de LANs.
Se dirige ao ambiente corporativo, eliminando as grandes distâncias geográficas e os
fluxos de informação das comunicações internas e externas das empresas. É um serviço
de cumutação de 64Kbit/s a 2 Mbit/s, que permite a intercomunicação eficiente entre
instalações de clientes de diversos tipos.
Pode transportar múltiplas aplicações e protocolos correspondentes a diversos ambientes
de comunicação de clientes. Em particular, se adapta especialmente bem as necessidades
de interconexão de redes LAN e as arquiteturas de comunicação predominantes. Se dirige
ao ambiente corporativo, entendendo-se como tal as comunicações internas e externas de
uma empresa, com conectividade tanto nacional quanto internacional, que requer alta
velocidade, mínimo retardo, interconexão de ambientes, multiprotocolo, desempenho
garantido, alta disponibilidade, arquitetura de rede flexível e de fácil evolução.
Assim como necessidade de alta conectividade entre suas instalações.
Frame Relay é um protocolo de nível de enlace (nível 2) do modelo OSI, projetado com
base no X.25 e RDSI, com uma série de modificações sobre X.25. A principal aplicação
deste protocolo é a conexão de redes locais distantes, possuindo taxas de transmissão
de 1.544 Mbps, com possibilidade de chegar, com possibilidades de chegar a 34 ou 45 Mbps.
O protocolo do Frame Relay assume que todos os milhares de quilômetros de fibra óptica
instalados na rede pública durante os últimos anos resultaram em uma estrutura muito
mais resistente e confiável. Assim, minimiza o número de testes para descobrir os erros
e também minimiza o controle de fluxo de dados através da rede. Ele confia nas
estações finais para gerenciar quaisquer condições de erro que apareçam na rede.
Os quadros nesta tecnologia são construídos encapsulados as margens do nível de enlace,
adicionando um cabeçalho de 2 bytes, um CRC de 2 bytes e duas flags (01111110) servindo
como delimitadores do quadro, como mostra a figura a seguir.
V.120
(opcional)
Cab: cabeçalho
CTR: Informação de controle
As principais informações contidas no cabeçalho são: controle de congestionamento,
prioridade para descarte de quadros de DLCI ( Data Link Connection Identifier), que
permite à rede fazer o roteamento do quadro através do caminho, virtual definido no call
setup ou no momento da inscrição do assinante na rede. Opcionalmente, pode-se utilizar
processos definidos na norma V.120, que permite a segmentação dos quadros e posterior
remontagem.
Apesar das vantagens, frame relay não é adequado para algumas aplicações, como vídeo
e voz. Seu ponto forte está em conexão que sejam caracterizadas por tráfego em rajadas,
como transmissão de imagens e interconexão entre LANs.
Segundo a Embratel já e possível executar o frame relay no Brasil, basta que exista a
necessidade de alguns clientes, pois a tecnologia já está disponível . Entretanto, é
bastante perigoso utilizar esta tecnologia com a qualidade de nossas linhas, pois o
controle de erros é feito somente nas estações finais, podendo provocar atrasos enormes
caso haja uma quantidade muito elevada de erros.
O frame relay é mais eficiente e mais econômico que o X.25.
Preserva as vantagens dos percursos alternativos e diversos pontos de acesso e destino
do X.25.
Exige cuidados na aquisição dos equipamentos e serviços para que não haja perda de
compatibilidade.
* acknowledgement - Confirmação; em comunicação de dados, sinal retornado pelo
receptor avisando o transmissor que os dados enviados chegaram corretamente.
Vantagens oferecidas do Frame Relay sobre o serviço X.25:
· Protocolo frame relay é um protocolo mais sensível que o protocolo X.25.
· Frame relay opera em uma capa núcleo de nível 2 e OSI e X.25 em protocolo de nível 3.
Frame relay despreza funcionalidades da rede (controle de erro, controle de fluxo).
Com base na diminuição de processos na rede e qualidade da infra-estrutura de
transmissão, se botem:
1. Mínimo retardo na rede;
2. Elevado percentual de informações úteis transmitidas, overhead mínimas;
3. Maior velocidade.
Transporta, transparentemente, diferentes tipos de tráfego, múltiplos protocolos e
aplicações, incluindo as próprias de ambientes LANs.
X.25 Frame Relay:
Facilidades Muitas Poucas
Velocidade Baixa/Média 400bps a 2Mbps Alta 64Kbps - 2Mbps
Retardo Alto Baixo
Throughput Médio Alto Tipo de Tráfego Dados Dados/Voz
Transparência protocolo Não Sim
INTERCONEXÃO EFICIENTE
Assim como o cliente, o serviço frame relay se fixa na rede de cliente, que é conjunto
integrado e gerenciado de conexão de acesso, circuitos virtuais e em geral, recursos de
rede , que constituem o serviço integrado ao cliente. O frame relay permite a
interconexão eficiente entre instalações do cliente de diversos tipos:
Se trata de um serviço de transporte capaz de suportar múltiplos protocolos (TCP/IP,
IPX, DECNET, SNA...) e aplicações, correspondentes a diversos ambientes de
comunicações de cliente (Token Ring, Ethernet..). Se adapta especialmente as
necessidades de interconexão das LANs e as arquiteturas de comunicações predominantes.
O frame relay pode trabalhar isoladamente, naqueles casos em que o cliente só quer um
servidor de transporte, e associado a outros serviços de maior valor assomado, como é o
caso da interconexão de LAN, conexão de internet e conexão de infoVia.
Serviços de interconexão utilizados:
a) Interconexão LAN
b) Conexão a Internet
c) Conexão a InfoVia
Vantagens:
Flexibilidade:
Permite ao cliente incorporar modificações e ampliações sem que
estas impliquem em reimplantar a rede do cliente.
Eficiência:
Otimiza o dimensionamento dos recursos de acordo com os recursos e com o uso
que se vai fazer dos mesmos, e permite a conexão eficiente entre instalações de
clientes de diversos tipos.
Transparência:
Permite eliminar as funções que são realizadas por protocolos de nível
superior, permitindo mínimos retardos da rede alta transparência no transporte.
Solução ponto a ponto:
A rede do cliente é supervisionada continuamente e em caso de
proceder algum problema, o mecanismo de resolução da mesma desencadeia antes mesmo que o
cliente venha ser notificado.
Economia:
É um serviço de tarifa plana (independente do volume).
Uma Solução Flexivel:
O serviço se constitui em uma modalidade de Circuito Virtual Permanente , que defina
uma conexão lógica permanente estabelecida entre duas entidades. Sobre a mesma interface
de acesso à rede pode-se estabelecer, simultaneamente, múltiplos circuitos virtuais
permanentes com diferentes destinos. É flexível porque permite anexar novos CPV,
incorporar modificações e ampliações sem que afete os recursos físicos das conexões
de acesso existente.
A velocidade das conexões de acesso de cliente, selecionadas em contrato são: 64 - 128 -
256 - 512 e 1894 Kbit/s.